e-book readers em Braile
Todos nós tecnófilos estamos aguardando ansiosos para colocar as mãos em e-book readers que devem se popularizar e baratear nos próximos 2 a 3 anos, aqui no Band até já compramos um kindle para experimentar. É notória a utilidade destes leitores, a nitidez dos displays e-ink, a similaridade com o papel impresso, tudo impressiona.
Mas alguém parou para pensar o quanto os leitores eletrônicos de livros facilitarão a vida dos cegos? Edições de livros em Braile são um processo completamente diferente da impressão de livros com tinta. São caros, pois são impressos em volume muito menor e são muito mais pesados.
Uma versão Braile de um leitor de e-books, com um display que simule caracteres braile através da criação de elevações sobre uma superfície lisa tornará o conhecimento muito mais barato e acessível para toda esta parcela da população mundial.
Yanko, via Engadget, via DVICE
Idade Mídia 2009-04-22 10:13:52
JORNALISMO E REALIDADE – ESTILOS DE REPORTAGEM

Pessoal,
Em síntese, vimos que uma reportagem não passa de uma história (em inglês, nem a palavra muda: story) que o contador (repórter), durante os tempo, contou de diversas formas:
1 – Com o mundo midiático maluco, ele se afasta da notícia (história) e busca depoimentos por fontes para contá-la: a PIRAMIDE INVERTIDA é o modelo atual, onde o primeiro parágrafo (lead) já conta quase tudo.
AUTORIDADE
IMPARCIALIDADE ASPECTOS POSITIVOS
AGILIDADE
SUPERFICIALIDADE
PASSIVIDADE ASPECTOS NEGATIVOS
ARTIFICIALIDADE
2 – Em meado dos anos 50, no Estados Unidos, já prevendo o enxugamento dos textos e a superficialidade das reportagens, um grupo de eescritores americanos funda o New Journalism. Cujo mote é:
Observar a realidade :
DEMANDA DE TEMPO ASPECTOS NEGATIVOS
TEMPO DE PERMANENCIA
MAIOR PROFUNDIDADE
SUBJETIVIDADE ASPECTOS POSITIVOS
NEW JOURNALISM
3 – Na década de 60, embalados pelo New Journalism, jornalistas como Hunter Thompson resolvem VIVER a realidade:
SUBJETIVIDADE TOTAL
ARTIFICIALIDADE MAIOR – O REPÓRTER É UM ATOR
IMEDIATO
AFASTAMENTO DA PAUTA
JORNALISMO GONZO (ENGRAÇADO)
Coloco aqui o link para o site da editora Conrad, no qual vocês podem ler o segundo capítulo de Medo e Delírio em Las Vegas ou mesmo reler o primeiro. Mas eu aviso: se fizerem isso, vai ser difícil não quererem ler o livro todo…
O cara de chapéu é o Hunter Thompson desenhado pelo ilustrador Charlie Powell.
Online Visual Dictionary
O Visual Dictionary Online da Merriam-Webster, www.visualdictionaryonline.com, permite localizar mais de 20.000 termos com definições completas e mais de 6.000 ilustrações.
Explore os 15 temas principais ou insira uma palavra no index para conectá-la às imagens.
Navegar no site do dicionário é muito fácil e divertido, aproveite!
Ordens de Grandeza do Universo
Imagem interessante mostrando as ordens de grandeza entre a terra e os demais corpos celestes. Incluí um videozinho também com a mesma idéia.
Aviso, a imagem tem 1.5Mb e não vai caber na maioria dos monitores de vídeo, você vai ter que rolar para os lados e para baixo se quiser ver toda a informação que está disponível. Clique na imagem ao fim do post para ser redirecionado para a imagem em tamanho real.
Adoraria dar o crédito ao autor da imagem, se alguém descobrir de onde ela originalmente veio, por favor, deixe um comment.
Jornalismo ONLINE e suas características
Galera, como já falamos de jornalismo ONLINE, segue reportagem interessante:
O avanço do jornalismo clickstream
Andrew Currah
“A redação estava elétrica”, me disse um editor após a descoberta de Shannon Matthews, 9 anos, que esteve desaparecida por 24 dias em fevereiro de 2008. “Minutos após a publicação da história, nós assistimos os cliques subirem como um jorro de petróleo. Em apenas uma hora, nós recebemos 60 mil acessos!”
À medida que jornais e empresas de radiodifusão avançam online, elas estão encontrando novas formas de julgar o que torna grande uma história. Usando as mais recentes tecnologias de “análise da Internet”, os editores agora podem monitorar os rastros do “clickstream” – (fluxo de cliques) uma medição do que seus usuários optam por ler, assistir e compartilhar. As redações agora contam com telas planas gigantes suspensas do teto e pequenos aparelhos de mesa que inundam seus funcionários com um fluxo impiedoso de estatísticas da internet. Nunca antes o jornalismo de mercado foi tão visível.
Este admirável mundo novo tem aspectos positivos. As empresas de mídia podem oferecer precisamente propagandas “comportamentais” dirigidas, permitindo aos seus clientes visarem mensagens a grupos bem definidos de usuários. Alguns estão até mesmo utilizando ferramentas de neurociência para medir as fundações subconscientes do clickstream – explorando dados biométricos (atividade das ondas cerebrais, monitoramento dos olhos e resposta da pele) para avaliar a eficácia dos formatos das propagandas online. Em um momento de redução dos orçamentos publicitários, essas inovações podem salvar a pele do setor de mídia.
A nova tecnologia também ajuda as organizações de notícias a aprender como seus clientes gostam de receber suas notícias. A feroz concorrência online está promovendo melhores sites (por meio de vídeos, mapas interativos ou novos mundos virtuais), criando novas formas de interação com o público (por meio de blogs e murais de mensagens) e novos estilos de texto (organizados em torno de hiperlinks e “metadados semânticos”). Também as está forçando a compartilhar e colaborar: no início de março, o “The Guardian” anunciou que estava dando livre acesso para terceiros a toda sua infraestrutura digital. Mais importante, o clickstream fornece aos editores o retorno que os ajuda a reembalar notícias importantes, porém menos populares – como histórias do Afeganistão – para o maior público possível. Isso poderia tornar conteúdo de utilidade pública mais acessível – e todas as notícias mais envolventes e relevantes.
Mas há um lado sombrio óbvio. Em sua sede por retorno, os sites de notícias agora apresentam rankings provocantes, classificando as histórias por “mais clicadas” ou “mais enviadas por e-mail”. Com algumas exceções, os rankings são dominados por aquelas que envolvem os aspectos mais bizarros, mais idiossincráticos da existência humana, às custas de assuntos sérios porém abstratos, como o desenvolvimento internacional ou o meio ambiente.
A ironia disso não passou desapercebida pela revista satírica “The Onion”, que publicou uma história (piada) em 2007 alegando que a lista das “mais encaminhadas por e-mail” estava “fazendo em pedaços a redação do ‘New York Times’”. Sob pressão para “produzir artigos com estas qualidades mágicas de ‘clicar e enviar’”, alegava o artigo, os repórteres ganhadores do Prêmio Pulitzer tinham “pedido transferência para a estação de Viagem e Casa & Jardim”, onde o perfil digital deles provavelmente cresceria mais.
Mas esses assuntos, na verdade, são muito sérios. Enquanto os números de circulação dos jornais caem acentuadamente, especialmente nos mercados locais e regionais, é lógico que os publishers se aconcheguem sob o guarda-chuva das histórias populares. Ao refletir os interesses do público, eles podem atrair milhões de olhares e mais anunciantes. Este processo, por sua vez, estreita artificialmente o noticiário em torno de um punhado de histórias “principais” – como Shannon Matthews ou a situação difícil de Jade Goody. Também é mais fácil (e mais barato) rechear seu conteúdo com material pronto das agências de notícias ou de boletins de imprensa. Histórias que precisam ser encontradas, desenvolvidas e verificadas por uma rede internacional permanente de jornalistas são caras em comparação. E o clickstream também pode enviar um forte sinal de fadiga. Isto foi especialmente verdadeiro durante a guerra em Gaza. Enquanto a guerra se arrastava, o tráfego na internet por histórias de Gaza caiu acentuadamente. O conhecimento de que este assunto aparentemente importante afastava os leitores colocou pressão sobre os editores para reduzirem a cobertura do conflito tanto em seus jornais quanto online.
Hoje, apenas um punhado de publishers parece imune a estas tentações -principalmente aqueles cujos custos são subsidiados, como “The Guardian” (via o Scott Trust) e a “BBC” (via a taxa de licença britânica), ou cujo modelo de negócios se apóia no fornecimento de uma análise especializada, como o “Financial Times”. A maioria, por outro lado, está exposta a uma mudança sem precedente na demanda por notícias.
Os riscos de seguir cegamente o público estão claros aqui. Como Paul Starr argumentou recentemente no “New Republic”, os jornalistas há muito são “nossos olhos no Estado, nossa proteção contra os abusos privados, nossos sistemas de alarme cívico”. As novas tecnologias oferecem ótimas oportunidades mas, se mal usadas, podem colocar em risco o futuro da sociedade civil.
Tradução: George El Khouri Andolfato
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Postica
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